A conta do produtor rural brasileiro não fecha. E o problema não é a safra, o clima ou o preço da commodity. O problema está na estrutura tributária e financeira invisível para quem só olha para a lavoura, mas devastadora para quem olha o caixa no fim do ano.
"Atendemos produtores que faturam R$30 milhões por ano e não sobra R$500 mil líquidos. Quando fazemos o diagnóstico, descobrimos que o produtor está pagando em média 03 sacos de soja a mais na compra de insumos por hectare e ainda pagando em média 10% a mais sobre seu custeio com juros bancários abusivos. Na prática, uma praga que atinge diretamente a lucratividade do agronegócio e isto vem acontecendo somente porque o agro não parou para estruturar corretamente a sua operação com a nova realidade do mercado financeiro e regramentos tributários", revela Lima Neto, advogado tributarista especializado em agronegócio há 23 anos.
Lima Neto, que já estruturou R$6 bilhões em patrimônio rural e recuperou mais de 45 mil hectares de terras para famílias produtoras e mantém posicionamento firme para o agro: "Produtor mal estruturado não quebra de uma vez. Ele sangra devagar, safra após safra, até não ter mais como segurar."
O erro que pode deixar 03 sacas de soja por hectare ano safra
A primeira praga inicia com a compra de insumos. Fertilizantes, defensivos, sementes, combustível, tudo tem carga tributária pesada ainda mais com a reforma tributária já em vigor desde janeiro de 2026. Mas existe uma diferença brutal entre quem compra estruturado e quem compra sem planejamento.
Veja como exemplo. "O produtor pessoa física vai comprar o adubo, paga em média 14 sacos de soja por tonelada. O produtor pessoa jurídica no regime correto e com a assessoria correta, compra o mesmo adubo, paga 12,32 sacas por tonelada, pois é possível adquirir o mesmo adubo com isenção de carga tributária", mesmo após as modificações na Lei exigindo impostos sobre insumos agrícolas que antes tinham alíquota zero, explica o advogado.
Segundo Lima Neto, essa diferença se multiplica ao longo das safras. "Quem planta 1.000 hectares de soja, vai passar a gastar em média 3.000 sacos de soja a mais só na aquisição de insumos, representando mais de R$300 mil reais por safra para este tamanho de produtor, aqui não contando a safrinha para quem realiza. Se você produtor não tem esta vantagem, está deixando mais dinheiro para seu sócio majoritário, o Governo."
O problema se agrava porque a maioria dos produtores nem sabe que está perdendo dinheiro. "Ele acha que está pagando o preço de mercado. E está. Mas não sabe que existe um caminho legal para pagar menos do que está pagando."
O mais assustador é a bola de neve quando pensamos em 5 anos de prazo, já que aí entramos na proporção em média de R$ 1.5 milhões para CADA 1.000 Hectares.
A segunda Praga é ainda pior. Dívida Bancária
A segunda praga é ainda pior, pois ameaça até o produtor em perder sua propriedade com alienações fiduciárias por causa dos juros altos. Lima Neto conta que é comum encontrar produtores pagando entre 25% e 30% de juros ao ano em operações de capital de giro.
"Peguei um caso recente: produtor comprou insumos agrícolas através de custeio rural de R$13 milhões há 2 anos. Hoje, não conseguindo pagar este valor por quebra de safra e realizando negociação com os bancos, passou a pagar juros de 12% ao ano para contratos com 25% ao ano e ainda com cláusula de alienação fiduciária. Ou seja, antes o grão era a garantia, agora incluiu sua propriedade que vale mais de R$100 milhões para uma dívida que diante dos juros está custando perto dos R$20 milhões com apenas 02 anos de contrato! E o produtor neste cenário, vira burro de carga das instituições financeiras, trabalha para encher os cofres do mercado financeiro", relata.
O advogado explica que o problema não é tomar crédito, é tomar sem assessoria correta. "Quando você está pagando 25% ao ano de juros, você não está crescendo. Está tentando não afundar."
A solução, segundo ele, passa por duas frentes simultâneas: reduzir o valor da dívida exigindo a retirada dos juros abusivos e renegociar o saldo com o banco apresentando proposta técnica por um especialista.
"Banco não quer executar terra. O Banco quer receber. Se você chega lá mostrando que consegue pagar, ele não abre para negociação de juros e regras previstas na lei em favor do agronegócio. O problema é que a maioria chega sem plano, sem número, só com desespero. Aí não tem negociação."
A estratégia que funciona
Lima Neto desenvolveu um método que já salvou dezenas de operações rurais à beira do colapso. Para isto existe uma sequência clara e já validada inclusive pelo judiciário brasileiro em vários Estados.
Por que a maioria não faz?
Se a solução é tão clara, por que a maioria dos produtores não a implementa? Lima Neto aponta três razões principais, sendo o desconhecimento, pois "Muitos nem sabem que têm direito a crédito tributário ou até mesmo a redução de juros. Acham que isso é coisa de produtor grande." Medo de mudança, "produtor está acostumado a ser pessoa física desde que o pai dele era. Mudar para pessoa jurídica parece complicado, então ele nem tenta." Falta de orientação técnica, "Contador generalista não domina tributação do agro. Advogado urbano não entende de crédito rural. Aí o produtor fica sem saber a quem recorrer."
O resultado, segundo o advogado, é produtor que sabe produzir mas que quebra financeiramente. "Ele sabe produzir 70 sacas de soja por hectare. Mas não sabe que está pagando R$6 por saca a mais do que deveria só porque está na estrutura errada."
Lima Neto reforça que estruturação não é para quando sobrar tempo. É para agora, justamente porque o tempo está contra o produtor.
O advogado, que nasceu em família de produtores rurais e viu suas terras serem perdidas nos anos 1990 por falta de orientação jurídica, encerra com um recado direto:
"Você não precisa produzir mais para ganhar mais. Você precisa parar de perder o que já produziu. E a perda tributária e juros bancários são as mais silenciosas, porque você nem vê saindo. Mas no fim do ano, quando olha a conta, o dinheiro não está lá."
As perguntas que todos produtor deve fazer a si mesmo
1. Quanto você gastará para comprar insumos para a próxima safra?
2. Qual o juro que você está pagando nos financiamentos bancários?
3. Já fez um diagnóstico tributário ou bancário completo?
Se a resposta for "nunca", você está perdendo muito dinheiro
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