O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) concedeu R$ 164,5 milhões em 1.627 contratos de financiamento para a pecuária leiteira no Paraná nos últimos 12 meses até março de 2026, marcando um crescimento de 84% em relação à média anual dos últimos cinco anos.
Investimentos impulsionam o setor
Os financiamentos beneficiaram produtores e agroindústrias de pecuária leiteira no estado, com foco em modernização, tecnologia, confinamento e beneficiamento do leite. As linhas de crédito incluem juros subsidiados pelo programa Banco do Agricultor Paranaense, apoiado pelo Governo do Estado do Paraná.
Apenas nos dois primeiros meses de 2026, o BRDE liberou R$ 24,8 milhões em 246 contratos, demonstrando um ritmo acelerado de investimentos. Esse apoio visa incentivar a competitividade, produtividade, sustentabilidade e profissionalização da atividade leiteira, alinhando-se à expansão do setor no Brasil e no Paraná.
Concentração geográfica e exemplos
Os recursos se concentraram nas mesorregiões Centro-Sul Paranaense e Sudoeste Paranaense. Um exemplo é o produtor Marius Bronkhorst, em Arapoti, nos Campos Gerais, que utilizou o crédito para expandir sua operação de forma sustentável.
Antes do apoio do BRDE conseguíamos viver bem, mas era sem estrutura e perspectiva de crescimento. Com o crédito, passamos a crescer de forma gradativa e sustentável, com ganhos na produção e na satisfação dos funcionários.
— Marius Bronkhorst, produtor em Arapoti
Visão dos líderes do BRDE
Diretores do BRDE destacam o impacto dos financiamentos. Renê Garcia Júnior, diretor-presidente, enfatiza o foco em produtividade e sustentabilidade para reduzir custos e ampliar a competitividade, inclusive no mercado externo.
O papel do BRDE é dar escala a esse salto, com financiamento de longo prazo e foco em produtividade, sustentabilidade e renda no campo. Esses ganhos de produtividade ajudam a reduzir custos e ampliam a capacidade de competir, inclusive no mercado externo.
— Renê Garcia Júnior, diretor-presidente do BRDE
Profissionalização e sustentabilidade
Heraldo Neves, diretor-administrativo, observa um ciclo de modernização que transforma investimentos em produtividade e estabilidade para as propriedades. Paulo Starke, superintendente da Agência do BRDE no Paraná, nota um movimento de profissionalização, com produtores investindo em tecnologia e eficiência.
Não se trata apenas de financiar uma compra pontual. O que vemos é um ciclo de modernização. Quando o investimento chega na ponta com condições adequadas, ele vira produtividade e estabilidade para a propriedade.
— Heraldo Neves, diretor-administrativo do BRDE
O que observamos é um movimento consistente de profissionalização da atividade leiteira. O produtor está investindo em tecnologia, eficiência e escala. E o crédito é um instrumento para viabilizar essa transição, especialmente quando combinado a mecanismos de juro subsidiado, que reduzem o custo financeiro do investimento e aceleram a adoção de tecnologia, permitindo ganho de produtividade e maior estabilidade econômica para as propriedades.
— Paulo Starke, superintendente da Agência do BRDE no Paraná
Perspectivas para o futuro
Esses investimentos acompanham a expansão da pecuária leiteira no Paraná, promovendo ganhos de escala e sustentabilidade. O BRDE continua a apoiar o setor com financiamentos de longo prazo, visando fortalecer a economia rural e a competitividade global.