Nesta quinta-feira (21), o mercado internacional do açúcar opera em baixa, devolvendo parte das altas registradas na quarta-feira. Em Londres, o contrato de outubro/25 para o açúcar branco é negociado a US$ 484,40 por tonelada, queda de 1,06%. Em Nova Iorque, o açúcar bruto para outubro/25 é cotado a 16,44 cents de dólar por libra-peso (-0,78%) e o março/26 a 17,15 cents (-0,69%).
A alta recente do mercado na quarta-feira foi impulsionada por sinais de demanda internacional mais forte. As importações de açúcar da China em julho cresceram 76%, alcançando 740 mil toneladas, e o Paquistão realizou recentemente uma licitação para 200 mil toneladas de açúcar refinado.
No entanto, a pressão baixista permanece devido ao cenário da produção. A Covrig Analytics informou que as usinas brasileiras estão priorizando a produção de açúcar em detrimento do etanol, moendo mais cana para atender ao mix açucareiro. Apesar disso, a produção total ainda mostra sinais de retração: a Unica reportou que, na segunda quinzena de julho, a produção de açúcar do Centro-Sul caiu 0,8% em relação ao ano anterior, totalizando 3.614 mil toneladas, enquanto a produção acumulada da safra 2025/26 até julho recuou 7,8%, para 19.268 mil toneladas. A proporção de cana-de-açúcar destinada ao açúcar subiu de 50,32% para 54,10% no mesmo período.
Além do Brasil, a perspectiva de aumento das exportações da Índia pressiona o mercado global. Chuvas abundantes durante a monção podem elevar a produção para 35 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 19% em relação a 2024/25, segundo a Federação Nacional das Fábricas Cooperativas de Açúcar da Índia. A Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia busca autorização para exportar 2 milhões de toneladas de açúcar.