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SETE DICAS PARA ARMAZENAR MILHO COM QUALIDADE

Independente do sistema empregado existe recomendações básicas que devem ser seguidas para reduzir perdas e manter o grão com boa qualidade

Com o andamento da colheita do milho segunda safra na maior parte do país e o impasse logístico, devido ao tabelamento do frete, o armazenamento do cereal surge como possível garantia de bons frutos na comercialização futura, ou mesmo para consumo até a próxima safra.

Independente do sistema empregado, seja em silo metálico, armazém graneleiros ou estruturas temporárias, como o silo bolsa, existe recomendações básicas que devem ser seguidas para reduzir as perdas e manter os grãos com boa qualidade. A ideia é que o produto fique dentro dos padrões exigidos para venda, com menor percentual de grãos defeituosos, garantindo bons padrões de classificação dos grãos.

Confira as dicas do pesquisador Marco Aurélio Guerra Pimentel, da Embrapa Milho e Sorgo, para uma armazenagem segura e estratégias para reduzir as perdas por insetos e fungos:

1. Garantir uma boa regulagem, realizar manutenção e limpeza das colhedoras reduz o percentual de quebrados e impurezas, diminuindo contaminação e descontos por estes defeitos;

2. Verificar a umidade (ou teor de água) dos grãos, que deve ser próximo de 13%, o que reduz as chances de desenvolvimento de mofos e insetos durante a armazenagem;

3. Realizar a limpeza dos grãos em máquinas de limpeza por ar e peneiras para redução de quebrados, impurezas e partes de plantas que podem conter alto teor de umidade e prejudicar a armazenagem em longo prazo;

4. Realizar a limpeza dos silos, armazéns e demais ambientes e estruturas que forem utilizadas para armazenagem (inclusive o entorno), além de garantir a eliminação de focos de umidade nestes ambientes;

5. Utilizar tratamento com inseticidas para eliminação de insetos que estejam presentes nos grãos e nas instalações, realizando aplicação de inseticidas residuais de contato ou expurgo;

6. Em silos metálicos e armazéns graneleiros, deve-se ter atenção à leitura da termometria, verificando possíveis focos de calor e utilizando a aeração de forma a eliminar esses focos e manter a temperatura mais baixa;

7. Realizar o monitoramento periódico do ambiente de armazenagem para verificar possíveis focos de umidade e novas infestações por insetos, além de verificar presença de roedores e pássaros se alimentando dos grãos.

Fonte: Canal Rural