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07/12/2017 - 10h03 em Notícia

Boi gordo: preço da arroba sobe R$ 7 em um mês

Os preços do boi gordo continuam subindo diariamente. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o perfil da demanda na primeira quinzena de dezembro justifica o comportamento dos preços. Ao mesmo tempo, a oferta de animais terminados segue restrita, o que dá sustentação para os preços.

De acordo com a Scot Consultoria, os compradores estão agressivos e as ofertas de compra vigentes têm superado as feitas no dia anterior. Este é o quadro na maioria das regiões pecuárias.

Na praça pecuária de São Paulo, por exemplo, nos últimos trinta dias, a cotação da arroba do boi gordo para pagamento a prazo subiu 5,4%. No pagamento à vista, a valorização foi de R$ 7, passando de R$ 137 a arroba em Araçatuba (SP) para R$ 144. Com relação aos frigoríficos que desossam, a margem de comercialização da carne está em 23,6%, acima da média histórica, que está em 18,5%.

O mercado atacadista também permaneceu com preços firmes. O viés ainda é de alta nos preços uma vez que a reposição entre o atacado e o varejo está mais rápida com o aquecimento do consumo.

Enquanto isso, as exportações seguem em bom nível, o que ajuda a enxugar a oferta doméstica de carne bovina. Se o ritmo de embarque continuar neste nível, o Brasil poderá ultrapassar o crescimento de 10% estimado para este ano, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)

No mês passado as vendas atingiram a 141,9 mil toneladas contra 95,6 mil toneladas no mesmo mês de 2016, um crescimento de 48%. No acumulado do ano, a exportação já alcança 1,3 milhão de toneladas enquanto que este número em 2016 era de 1,2 milhão de toneladas. Ou seja, em volume as exportações já apresentam crescimento 9%.

Dólar e Ibovespa

Após operar em alta ante o real durante toda a sessão, o dólar virou e caiu nos minutos finais do pregão após o PMDB formalizar o apoio à reforma da Previdência. Isso significa que o partido pode punir os parlamentares da sigla que votarem contra a medida.

 Com isso, o dólar caiu pelo quarto pregão seguido, em 0,12%, a R$ 3,231 para a venda. Ao longo do dia, a moeda chegou a romper o patamar de R$ 3,25, impulsionada pela especulação sobre a falta de progresso na reforma da 

Previdência.

 "O comportamento do câmbio diz muito sobre as incertezas do mercado em relação à Previdência. Primeiro, ele reagiu com os rumores e boatos em torno da decisão dos partidos. Depois, ele imediatamente reagiu à decisão do PMDB, o que sinaliza chances de votação e aprovação da reforma", comenta o economista da Tendências Consultoria, Sílvio Campos. 

 Além do PMDB, mais cedo, o PTB também anunciou a decisão de fechar questão favorável ao texto. "Foi uma sessão de oscilações com liquidez reduzida em decorrência das expectativas em torno da votação da reforma. Não fosse o front político com as notícias de votos necessários, teríamos um dólar bem mais pressionado", avalia o diretor de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes da Silva.

 O Ibovespa encerrou com alta de 1%, aos 73.268 pontos. O volume negociado foi de R$ 8,494 bilhões.

Soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais baixos nesta quarta-feira. Após três dias de alta, o mercado sucumbiu a um movimento de correção, com base em fatores técnicos. 

A baixa de mais de 2% do petróleo no mercado internacional e a firmeza do dólar frente a outras moedas garantiram a realização de lucros. Estas condições reduzem a demanda pelas commodities de exportação dos Estados Unidos. 

O clima na América do Sul continua no centro das atenções. A falta de chuvas traz preocupação em torno do potencial produtivo da Argentina e do sul do Brasil. Essa tendência ganhou força com a confirmação da incidência do fenômeno La Niña. 

Aqui no Brasil, o mercado de soja apresentou poucos negócios e preços mistos. A volatilidade de Chicago prejudicou a comercialização. No final do dia, as cotações futuras caíram forte e o dólar registrou baixa também. 

Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mistos, predominando o território negativo. O mercado sentiu o impacto negativo da performance de outros mercados, tirando competitividade do cereal americano no mercado exportador. 

O milho seguiu a soja, que teve um dia de correção. O petróleo caiu mais de 2% e o dólar subiu na comparação com outras moedas, colocando os investidores na defensiva no mercado de commodities. 

Já no Brasil, o mercado de milho manteve preços firmes nesta quarta-feira. Muitos produtores e cooperativas país afora ainda optam pela retenção como estratégia recorrente, avaliando a situação climática na Argentina. 

Os consumidores de maior porte ainda se deparam com estoques confortavelmente posicionados. O mesmo não se aplica aos consumidores menos representativos. A avaliação ainda é de logística complicada a partir da segunda quinzena do mês

Previsão do tempo

A madrugada desta quinta-feira, dia 7, começa com tempo bastante instável no interior do país, com pancadas de chuva se espalhando pelas regiões Centro-Oeste e Sudeste. 

Os maiores acumulados foram observados nos estados de Mato Grosso, Goiás e em Minas Gerais, especialmente no triângulo mineiro. Também foi observada chuva na região Sul do país devido a atuação de uma região de baixa pressão, a chuva vem na forma de pancadas isoladas e levam acumulados elevados para regiões pontuais. 

Os maiores acumulados foram observados na faixa oeste da região de divisa entre o Paraná e Santa Catarina. Já no Nordeste do país, o tempo conta com poucas nuvens, sendo a exceção a metade sul do estado baiano. 

Sul

As chuvas voltam a se espalhar pelo oeste de Santa Catarina, noroeste gaúcho e interior do Paraná, mas ocorrem de forma localizada, com trovoadas e rajadas de vento, por causa de uma frente fria que se forma no fim do dia. 

A região da campanha do Rio Grande do Sul e também no sul do estado seguem com tempo mais firme e apenas com variação de nuvens. A sensação é de abafamento, mesmo com a chuva.

Sudeste

A chuva mais generalizada continua entre o Espírito Santo e o centro e leste de Minas Gerais, com pancadas que se espalham por boa parte da região. Ventos voltam a soprar do quadrante sul em áreas próximas do litoral, e por isso as temperaturas da tarde já não sobem tanto quanto em dias anteriores. O tempo segue abafado em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Centro-Oeste

O tempo instável ainda não dá trégua ao Centro-Oeste e a chuva se torna generalizada em todo o estado de Goiás e Distrito Federal e centro-norte de Mato Grosso do Sul. Essa situação encharca o solo, mas aumenta o nível de reservatórios. No noroeste de Mato Grosso, a condição para chuva é menor e o calor é intenso no período da tarde.

Nordeste

As áreas de chuva aumentam no Nordeste, o sul da Bahia continua tendo chuvas mais intensas, enquanto que nas áreas centrais do estado, sul do Maranhão e do Piauí, devemos ter pancadas moderadas de chuva na parte da tarde. No litoral do Rio Grande do Norte, os ventos úmidos do mar provocam chuva fraca. Nas outras áreas do Nordeste, tempo segue firme.

Norte

A chuva se espalha ainda mais pela região e devemos ter tempo firme apenas no centro-norte do Pará. A chuva mais intensa ocorre no Amazonas e em Roraima. No Acre e Rondônia, a chuva vem de maneira mais isolada.

Fonte: Canal Rural

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