MAXI AGRO
Entenda por que o preço da soja segue congelado no Brasil

Nesta quinta-feira, mais uma vez, os fatores que precificam a oleaginosa no país devem atrapalhar os negócios. Confira!

Há alguns dias, dois fatores referenciais para o preço da soja no Brasil estão atrapalhando os negócios dos produtores do país: câmbio e as cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago. Enquanto um sobe, o outro cai. Isso aconteceu nos últimos 4 dias pelo menos. Se ambos subissem, a tendência seria de os preços no Brasil reagirem igual.

Na última quarta-feira, dia 3, o mercado brasileiro de soja teve mais um dia sem negócios e com preços estáveis. Segundo a consultoria Safras & Mercado, com dólar e cotação na Bolsa de Chicago caminhando em direções opostas, mais uma vez, os negociadores têm tido dificuldades para consolidar uma tendência. A quarta foi de muitas oscilações.

Preços não mudam

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 73. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 72,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço estabilizou em R$ 77,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 72,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 77,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 69. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 67,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 68,50.

Chicago e câmbio na quarta

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. O mercado mudou de direção na parte da tarde, respondendo a fatores técnicos e se ressentindo de novidades sobre as negociações entre China e Estados Unidos em busca de um acordo comercial.

“O mercado teve uma sessão de ajustes técnicos negativos após testar as resistências de US$ 9 por bushel e de US$ 310,0 no farelo’, explica o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez. Segundo ele, a ausência de grandes novidades relacionadas à guerra comercial e falta de novas vendas de soja dos EUA para a China pressionaram fundamentalmente os contratos.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 1,25 centavo de dólar ou 0,13%, a US$ 8,98por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,12 por bushel, perda de 1,25 centavo ou 0,13%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 0,40 ou de 0,12%, sendo negociada a US$ 311,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 28,80 centavos de dólar, com perda de 0,16 centavo ou 0,55%.

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com queda de 0,54%, sendo negociado a R$ 3,8790 para venda e a R$ 3,8770 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8340 e a máxima de R$ 3,8800.

Chicago e câmbio nesta quinta

Nesta quinta, os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações em Chicago. O mercado sobe pela terceira vez em quatro sessões, ainda sob o otimismo de um acordo entre a China e os Estados Unidos seja fechado.

Os contratos com vencimento em maio de 2019 operam cotados a US$ 9,01 por bushel, elevação de 2,75 centavos de dólar por bushel ou 0,30%.

O dólar comercial abriu a sessão desta quinta, dia 4, com queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 3,8660 para venda e a R$ 3,8680 para compra. A moeda norte-americana oscila entre a mínima de R$ 3,8620 e a máxima de R$ 3,8710.

Fonte: Canal Rural