Cerrado é campeão em produtividade na agricultura

É no Cerrado que o agronegócio brasileiro mais se desenvolve na atualidade. Estados onde a vegetação rasteira de arbustos e árvores retorcidas de pequeno porte deu lugar a grandes extensões de plantio – voltadas, em sua maioria, à monocultura – respondem por 60% da produção de grãos no País. 

Tomando por referência as lavouras de soja e milho, duas das principais commodities da economia nacional, é preciso considerar que tamanha participação do Cerrado no volume total colhido se deve ao incremento da área plantada. Há trinta anos, na safra 1982/83, a região Centro-Oeste destinou 1,6 milhão de hectares à soja, enquanto os Estados do Sul semearam a cultura em mais de 6 milhões de hectares.

Durante muito tempo, a maior extensão para cultivo de soja estava no Rio Grande do Sul e no Paraná. Mas nos anos 2001/02, o cenário mudou. Naquela safra, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás responderam por praticamente a totalidade dos quase 7 milhões de área plantada na região, ao passo que o Sul cultivou 6,8 milhões de hectares.

 Para as colheitas do Cerrado terem alcançado a expressividade de hoje, além da abertura de fronteiras agrícolas, a produtividade alta tem sua parcela de contribuição. Mas para o rendimento por hectare em lavouras do bioma chegar a patamares próximos ou até superar a de regiões com solos naturalmente férteis, como os do Sul, muito se deve à pesquisa e à tecnologia. Tendo em vista que os terrenos cerradeiros são pobres em fertilidade, os bons números só foram possíveis graças à “correção de aspectos críticos – acidez e adubação – e o melhoramento genético das plantas

Crescer mais no mesmo espaço

O Cerrado ainda tem potencial para expandir a produção sem comprometer o bioma. “Usando a tecnologia, dá para crescer verticalmente. Está no momento de parar de abrir terra, usar o que tem para melhorar a produtividade.

Problema logístico

A falta de infraestrutura e a logística ruim são fatores que entravam o crescimento da produção. “Poderíamos produzir muito mais, porém não temos estrada nem como armazenar nossos grãos”, ressalva Martinhão. Ele demonstra indignação com essa realidade

Fonte: Canal Rural