Produtores seguram comercialização do milho e dão prioridade para soja
09/08/2018 - 9h27 em Notícia

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O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes nesta quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a situação do mercado aponta para continuidade do bom fluxo de negociações no porto.

Os consumidores em diversos estados ainda encontram dificuldades na composição de seus estoques, justificando a elevação dos preços nos últimos dias. Já produtores ainda optam pela retenção do milho, priorizando as negociações envolvendo a soja.

Chicago                                  

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mistos. A perspectiva de temperaturas elevadas e de clima mais seco em regiões produtoras dos Estados Unidos nos próximos dias garante suporte aos preços. Porto outro lado, a expectativa de aumento da oferta nos EUA pesou negativamente.

Os investidores também buscam um melhor posicionamento frente ao relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado na sexta feira.

SOJA 

Os preços no mercado da soja subiram nas principais praças do país nesta quarta-feira, acompanhando o desempenho do mercado internacional, mas o ritmo dos negócios continua lento.

Os vendedores seguem segurando a oferta e pedem preços cerca de R$ 2,00 acima do comprador, inviabilizando  melhora no ritmo dos negócios.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. O mercado absorveu os números de importação da China em julho.  A maior parte dos operadores viu no recuo das compras um sinal de que os chineses terão a necessidade de voltar ao mercado americano no curto prazo. Na China, os preços subiram acentuadamente após a divulgação dos dados oficiais, mostrando que os compradores estão preocupados. 

As importações de soja em grão da China totalizaram 8,005 milhões de toneladas em julho, com retração de 21% sobre igual mês de 2017. Os dados são da Administração Geral de Alfândegas e Portos da China. No acumulado de 2018, as compras chinesas somam 52,88 milhões de toneladas, recuo de 3,7% sobre igual período do ano passado. O país asiático é o maior comprador de soja do mundo. Os principais abastecedores dos chineses são Estados Unidos, Brasil e Argentina. 

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá elevar, no seu relatório de agosto, a sua estimativa para a safra 2018/19 de soja dos Estados Unidos. O levantamento será divulgado nesta sexta, às 13hs. O mercado começa a se posicionar frente aos dados. 

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará safra de 120,5 milhões de toneladas. No relatório anterior, a estimativa era de 117,3 milhões de toneladas. Em 2017/18, a produção americana ficou em 119,5 milhões de toneladas. 

Para os estoques finais americanos em 2018/2019, o mercado aposta em número de 17,445 milhões de toneladas, contra 15,7 milhões projetados relatório de julho. Para 2017/2018, o mercado trabalha com previsão passando de 12,655 milhões para 12,546 milhões de toneladas. 

Os estoques globais para 2017/2018 deverão ser cortados de 96 milhões para 95,8 milhões de toneladas. Para 2018/19, a aposta é de um número próximo a 99,3 milhões, contra 98,3 milhões de toneladas da estimativa de julho. 

Fonte: Canal Rural

 

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