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Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado
05/01/2018 - 9h33 em Notícia

Frigoríficos pagam até R$ 2 a menos pela arroba após queda da demanda

O mercado físico do boi gordo teve uma quinta-feira, dia 4, de preços mais baixos em algumas praças de comercialização, com o ritmo de negócios bastante lento.

As vendas de carne ainda estão menores, já que, sazonalmente o consumo não possui bom desempenho nos meses iniciais do ano. Por conta de algumas obrigações financeiras da população, o orçamento das famílias pode ficar comprometido neste período. 

Além disso, as chuvas melhoraram as pastagens e os animais terminados no capim começaram a facilitar a compra das indústrias. O resultado disso são indústrias pressionando o mercado.

Em quase todas as praças em que os preços caíram, os frigoríficos, pelo menos os menores, alinharam suas ofertas de compra ao preço de referência. As plantas com escalas mais confortáveis chegam a ofertar até R$ 2 por arroba a menos.

Já o mercado atacadista segue com preços estáveis. Há alguma expectativa em relação ao recebimento de salários nesta sexta-feira, dia 5, e como o consumo vai se comportar.

Dólar e Ibovespa

O dólar comercial encerrou o terceiro dia de queda ante o real, acompanhando o bom humor do cenário externo, que estava mais favorável para ativos de riscos, além da melhora nas perspectivas com a economia brasileira, que tem sobreposto as notícias da saída de ministros do governo Temer. 

Diante disso, a moeda caiu 0,06%, cotado a R$ 3,235 para venda, enquanto o contrato futuro para fevereiro caía 0,20%, cotado a R$ 3,241.

O Ibovespa encerrou com alta de 0,84%, aos 78.647 pontos. O volume negociado foi de R$ 9,564 bilhões.

Soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Após um início de ano positivo, o mercado recuou moderadamente, preferindo realizar lucros, em meio a fatores técnicos e gráficos. 

As perdas foram limitadas pela desvalorização do dólar frente outras moedas, dando competitividade aos produtos de exportação dos Estados Unidos. O clima na Argentina segue no foco das atenções e a falta de chuvas ainda gera preocupações. Até o momento, os modelos climáticos divergem sobre o volume de chuvas por lá.

De acordo com a Bolsa de Cereais do país vizinho, o plantio da soja para a safra 2017/2018 atingiu 87,5%. Os trabalhos avançaram 5,6 pontos percentuais desde a semana passada e estão 4,7 pontos percentuais atrasados ante a safra anterior. 

A área é estimada em 18,1 milhões de hectares, representando recuo de 5,7% ante a safra anterior. 

Aqui no Brasil, o dia foi de preços entre estáveis a mais baixos. O dólar e a Bolsa de Chicago tiveram muita volatilidade, o que afastou os produtores rurais dos negócios.

Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado oscilou dentro de pequenas margens, em meio a escassez de fatores fundamentais. A queda da soja e do trigo atuou como fator de pressão. Já a fraqueza do dólar, que aumenta a competitividade norte-americana no cenário exportador, limitou as perdas.

O plantio de milho na Argentina chegou a 77,9%. Os trabalhos avançaram 7,7 pontos percentuais desde a semana passada. Segundo relatório semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a área plantada deve totalizar 5,4 milhões de 

hectares, acima dos 5,1 milhões de hectares para a temporada anterior. 

No mercado interno, o cereal teve um dia de praticamente estabilidade. O início da colheita no Rio Grande do Sul trouxe pressão sobre as cotações, enquanto em São Paulo o mercado foi pressionado pelo aumento da oferta.

Previsão do tempo

A madrugada desta sexta-feira é marcada por chuva desde a região Norte até entre o Sudeste e Nordeste brasileiro. Mas o destaque é a chuva mais forte, com acumulados acima dos 40 milímetros entre a noite de quinta e esta madrugada em alguns municípios de Minas Gerais e de Goiás. 

Ressalta-se também que em além Paraíba, na zona da mata mineira, a chuva foi duradoura ao longo da quinta e chegou a passar dos 100 milímetros em 24 horas, se aproximado da metade da média histórica de janeiro, que é 236,4 milímetros.

Sul

Nesta sexta-feira, uma massa de ar seco inibe a formação de nuvens na maior parte da região Sul. Com o sol predominando, as temperaturas se elevam rapidamente nos três estados e o calor da tarde ganha ainda mais força. Destaque para a região metropolitana de Porto Alegre, oeste gaúcho e Vale do Itajaí em Santa Catarina. A umidade relativa do ar permanece com índice bastante baixos, sendo necessária atenção especial com a hidratação. 

No final do dia a aproximação de uma frente fria volta a trazer pancadas de chuva para o extremo sul do Rio Grande do Sul, além de rajadas de vento. Ainda, uma área de baixa pressão atmosférica também causa chuva isolada em algumas cidades do Paraná que fazem divisa com São Paulo.

Sudeste

Mesmo que faça calor à tarde, a chuva volta a se espalhar por todo o Sudeste. Isso acontece devido à presença de dois sistemas de baixa pressão atmosférica. Chove a qualquer hora do dia entre o centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. 

Em São Paulo a chuva mais intensa ocorre entre a tarde e a noite nas áreas que fazem divisa com o estado mineiro, e a chuva pode ser forte, típica de verão (assim como é previsto do oeste à zona da Mata mineira). Volta a chover também na capital paulista. No litoral há ainda condição para vento forte entre o Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Centro-Oeste

As áreas de instabilidade perdem força sobre Mato Grosso do Sul e chove de forma menos intensa entre o oeste e norte do estado, enquanto que no extremo sul deste estado o tempo fica firme. 

Por outro lado, a chuva ganha força entre Goiás e o leste de Mato Grosso, onde ocorrem os maiores volumes de água e com potencial para transtornos. Na metade oeste de Mato Grosso do Sul as temperaturas continuam em elevação, enquanto que em Goiás as máximas permanecem mais amenas.

Nordeste

Os maiores acumulados de água se concentram na região do Matopiba. Volta a chover também nas demais áreas do Maranhão, Piauí e Ceará e também entre o litoral do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Já no sul baiano, a chuva perde intensidade, mas ainda chove em forma de pancada. Já do norte e oeste baiano, a instabilidade é mais forte. 

Nas demais áreas do Nordeste, que vai desde o extremo nordeste da Bahia até o norte do Rio Grande do Norte, o tempo continua firme.

Norte

As áreas de instabilidade sobre Tocantins ganham ainda mais força nesta sexta-feira e chove forte em praticamente todo o estado e a qualquer hora do dia. Nas demais áreas da região Norte a chuva ocorre em forma de pancada, sendo que o tempo fica firme somente em parte de Roraima. 

Com exceção de Tocantins, as temperaturas ficam bastante elevadas e com sensação de abafamento. Apenas na metade sul de Tocantins que as máximas ficam mais amenas, devido ao tempo mais fechado.

Fonte: Canal Rural

 

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