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Confira as principais notícias sobre dólar, mercado agrícola e previsão do tempo para começar o dia bem informado
04/01/2018 12:31 em Notícia

Chuvas dificultam o transporte de bovinos no Brasil

Aos poucos os frigoríficos paulistas voltam às compras no mercado boi gordo. A necessidade de aquisição de boiadas pelas indústrias ainda não está bem definida, embora as pequenas falhas na escala desta semana força pagamentos maiores mais no curtíssimo prazo.

As chuvas recentes no Brasil, principalmente no Sudeste, também dificultam o embarque e transporte de animais, criando necessidades pontuais.

Já a oferta continua restrita, com boa parte dos pecuaristas ainda distante das negociações devido aos feriados de final de ano.

 No atacado, o movimento é de cautela. Boa parte dos agentes estão focados na apuração das vendas de final de ano, para elaborar a necessidade de novas aquisições. Algumas industrias relataram que a demanda começou a arrefecer após grande aquecimento no fim do ano.

Dólar e Ibovespa

Em mais um dia de perdas, o dólar fechou o segundo pregão do ano em queda rompendo o patamar de R$ 3,23, o que não era visto desde 6 de dezembro do ano passado. 

O clima favorável para os ativos de risco no exterior, que tem refletido no mercado interno, contribuiu para o recuo da moeda norte-americana. Os últimos dados divulgados da economia brasileira também têm animado investidores. 

Com isso, o dólar encerrou com recuo de 0,73% ante o real, a R$ 3,237 para venda.

O Ibovespa encerrou com alta de 0,13%, aos 77.995 pontos. O volume negociado foi de R$ 8,596 bilhões.

Soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos, pela terceira sessão consecutiva. O clima na Argentina segue guiando os passos do mercado. 

As compras por parte de fundos e especuladores tiveram como base a previsão de clima seco nas regiões produtoras da Argentina na próxima semana, o que poderia comprometer a produção daquele país. As últimas precipitações de bom volume atingiram o cinturão argentino no final da semana passada. 

Os ganhos ainda são moderados, pois não há confirmação de prejuízos no potencial produtivo da Argentina. Os boletins indicam clima de maior umidade na segunda metade do mês, o que aliviaria o estresse hídrico. 

No Brasil, o mercado teve um dia sem negócios e com preços estáveis nas principais regiões do país. A queda do dólar afastou os negociadores e as cotações só não recuam devido à melhora de Chicago e também aos prêmios.

A consultoria Rabobank estimou que a área plantada com a oleaginosa no Brasil deve atingir recorde. Apesar do atraso na semeadura, principalmente em decorrência da instabilidade de chuvas durante o mês de outubro, a área poderia chegar a 34,5 milhões de hectares. 

Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. Após reabrir em alta, sustentado pela boa valorização do petróleo, assim como o clima seco na Argentina, e atingir o maior patamar em quatro semanas, o mercado passou a cair.

O mercado aguarda algum fato novo para criar pelo menos alguma volatilidade nas cotações. O relatório de plantio na Argentina, que será divulgado nesta quinta-feira,dia 4, poderá ser um definidor desta volatilidade. 

Ainda restam 22% da área de soja a plantar e 26% no milho. Ainda há uma grande dúvida se haverá desistência de plantio, assim como possibilidade de áreas replantadas. São várias questões ainda pendentes na safra argentina.

As chuvas do Natal e do Ano Novo acabaram contendo um pouco este ímpeto especulativo, mas, os prazos para fechar o plantio estão se encerrando e basicamente é este o foco de curto prazo para a soja e o milho. 

Os ajustes do quadro de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na próxima semana devem mudar pouco o contexto fundamental destas commodities. 

A expectativa é de clima seco para a Argentina até o dia 12 pelo menos e as temperaturas poderão ser recordes nos próximos dias no país. 

No mercado brasileiro, a quarta-feira foi de preços de estáveis a mais baixos. Houve alguma pressão de venda Rio Grande do Sul devido ao início da colheita.

Previsão do tempo

A madrugada desta quinta-feira, dia 4, começa com muita nebulosidade do Norte ao Sudeste do país. Muita instabilidade se espalha na região entre o norte mineiro, Espirito Santo e Rio de Janeiro. 

No interior do nordeste também se observam nuvens carregadas sobre o sul do Piauí e Maranhão, assim como na região norte de Tocantins. Em contrapartida, a faixa litorânea do Nordeste segue com tempo firme e só se vê pouca nebulosidade no estado do Ceará. 

Já no Sul do país a atuação de uma região de alta pressão inibe a formação de nebulosidade e mantém o tempo estável. 

Sul

Nesta quinta-feira, a atuação de uma região de alta pressão mantém o tempo firme e predomínio será de sol no Sul do País. O calor ganha força em toda a Região e devemos ter temperaturas bastante elevadas no Rio Grande do Sul. Atenção para a umidade relativa do ar que fica abaixo do recomendado, principalmente no oeste gaúcho, onde o índice pode entrar em estado de alerta, ou seja, com valores inferior aos 20%.

Sudeste

A formação de uma baixa pressão no litoral fluminense combinada com áreas de instabilidade no alto da atmosfera favorecem a formação de nuvens de chuva. O dia será marcado por chuva forte no Rio de Janeiro, Espirito Santo e centro-norte mineiro. 

Por outro lado, as condições para chuva diminuem em grande parte de São Paulo e devemos ter tempo firme no sul e oeste paulistas, inclusive na Capital. De maneira geral as temperaturas continuam amenas em toda a região, apenas no oeste de São Paulo que as máximas ficam mais elevadas.

Centro-Oeste

O dia será de temperaturas bastante elevadas no oeste da região, a chuva pode vir forte em Mato Grosso, de maneira rápida e isolada. Em Goiás o tempo fica mais fechado e tem chuva ao longo do dia, impedindo as temperaturas de subirem tanto. 

Já em Mato Grosso do Sul deve chover apenas na região norte do estado, as demais áreas contam com bastante sol. 

Nordeste

A chuva se intensifica nas regiões sul e oeste da Bahia, com risco para temporais em algumas áreas do oeste baiano. Por conta do tempo mais fechado as temperaturas ficam mais amenas nestas faixas. Já na faixa litorânea, do nordeste baiano até o ceará, o tempo fica firme e as temperaturas se elevam ao longo do dia. 

Norte

Nesta quinta-feira, o dia segue com tempo bastante instável na maior parte da região Norte. Na metade norte do estado do Pará a chuva continua mais fraca e ocorrendo de forma mais isolada. Já em Tocantins a chuva ganha força e há risco para temporais no extremo sul do estado.

Fonte: Canal Rural

 

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