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03/01/2018 09:45 em Notícia

Exportação de carne bovina cresce 12% em 2017

O mercado físico de boi gordo iniciou o ano com muita lentidão, com grande parte dos pecuaristas ainda fora das negociações depois das festividades de Natal e Ano Novo.

A indefinição da demanda e também da oferta em um dia pós feriado prolongado caracterizam este começo de ano. No fechamento do mercado poucas foram as empresas ativas nas compras.

Neste mês, a expectativa de uma safra típica combinada com a maior desova de fêmeas são fatores que merecem atenção pelo lado da oferta. Pelo lado da demanda, há expectativa da retomada das negociações para reabertura dos embarques para a Rússia.

No mercado atacadista, os preços seguem firmes. O mercado espera um aquecimento no consumo nos próximos dias devido ao recebimento dos salários, que pode influenciar positivamente os preços da carne bovina.

Outro destaque foi a afirmação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de que deve vetar o Projeto de Lei 87/2016, mais conhecido como "Segunda Sem Carne". Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, Alckmin afirmou que o projeto restringe o direito de decisão da população e subestima a capacidade de julgamento.

Ele disse ainda que, se a medida fosse aprovada, seria um excesso de intervenção do Estado, além de uma medida inconstitucional. “O poder de decidir o programa de alimentação nas escolas, por exemplo, não é do Legislativo, e sim do Executivo”.

Exportações

As exportações de carnes in natura do Brasil fecham o ano de 2017 com crescimento. Os embarques de carne bovina nos 12 meses do ano somaram 1,21 bilhão de toneladas, 12,4% mais que as 1,08 bilhão de toneladas de 2016. A receita, de US$ 5,09 bilhões, cresceu 17% ante US$ 4,35 bilhões.

Dólar e Ibovespa

O dólar abriu o primeiro pregão do ano com queda de mais de 1,5%, com a desvalorização do câmbio frente as moedas emergentes, principalmente, as ligadas às commodities. 

Os dados de produção industrial e de compras da China, que vieram acima do esperado pelo mercado, impulsionaram os ativos dessas moedas. "Como o país é o principal comprador de commodities, os dados divulgados por lá acabaram influenciando os ganhos das moedas ligadas às commodities, como o real", avaliou o economista do Mitsubishi UFJ Financial Group no Brasil, Mauricio Nakahodo. 

 O movimento de devolução de lucros e a balança comercial brasileira também contribuíram para a queda de 1,62% do câmbio, que ficou cotada em R$ 3,261 para venda, menor valor desde o dia 7 de dezembro do ano passado. 

 O superávit da balança comercial brasileira que fechou 2017 com resultado recorde de US$ 67 bilhões. "Apesar de esperado por causa dos resultados ao longo do ano, a balança veio acima da expectativa, isso contribuiu um pouco para a desvalorização do dólar ante o real", afirmou Nakahodo.

A primeira sessão do ano também foi marcada pelo baixo volume de negócios 

e o diretor da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, ainda atribui a 

queda da moeda ao desmonte de posições protecionistas montadas pelo receio de um rebaixamento de parte das agências de classificação de risco no final do ano. 

O mercado aguardava um comunicado da agência de classificação de risco Standard & Poors com o possível rebaixamento da nota de crédito do Brasil na última semana de 2017 depois de a votação da reforma da Previdência ser adiada para fevereiro. Porém, a agência ainda não se manifestou. 

Nesta quarta-feira, dia 3, o Federal Reserve (FED), que é o banco central americano, divulga a ata da última reunião de política monetária. O documento pode sinalizar se a taxa de juros nos Estados Unidos pode voltar a subir neste ano e quantas vezes esse movimento pode ocorrer. 

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o dia com alta de 1,95%, aos 77.891 pontos, batendo recorde. O volume negociado foi de R$ 7,987 bilhões.

Soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais altos. A queda do dólar frente outras moedas e fatores técnicos garantiram a elevação. O clima na América do Sul segue no foco do mercado. 

O tempo seco dos últimos dias na Argentina ajudou a sustentar o mercado, mas os boletins indicam retorno das chuvas no período entre 11 e 15 dias, o que amenizou o impacto positivo.

Do lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicou que as inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1,139 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 28 de dezembro. Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.,283 milhão de toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 1,588 milhão de toneladas. 

Nesta terça-feira o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que as exportações de soja em grão do Brasil chegou a 2,355 milhões de toneladas, com média diária de 117,8 mil toneladas em dezembro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma alta de 296,8% no volume.

No Brasil, a soja iniciou 2018 com preços entre estáveis e mais baixos e com ritmo ainda moderado de negócios. A forte queda do dólar – que teve desvalorização de 1,62% – suplantou a valorização de Chicago e pesou sobre o mercado interno. Os negócios ficaram restritos a cerca de 30 mil toneladas no Rio Grande do Sul. 

Milho

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços 

mais altos. A fraqueza generalizada do dólar em relação a outras moedas atuou

como fator de suporte, pois torna o milho norte-americano mais competitivo no 

cenário exportador. A boa demanda pelo grão dos Estados Unidos foi constatada em relatório de inspeções.

De acordo com o USDA, os embarques do cereal norte-americanos chegaram a 638,8 mil toneladas na semana encerrada no dia 28 de dezembro. Na semana anterior, os números haviam atingido 619,8 mil toneladas. Em igual período do

ano passado, o total inspecionado foi de 638 mil toneladas. 

No Brasil, as exportações do milho do Brasil em dezembro (20 dias úteis) chegou a 3,994 milhões de toneladas, com média de 199,7 mil toneladas. Em relação ao mesmo período de 2016, o número ficou 326,9% maior na quantidade média diária embarcada.

Em relação às negociações no mercado interno, o dia foi de preços estáveis e poucos negócios. Muitos agentes ainda estão fora de atividade e a lentidão acabou marcando o primeiro dia de negócios do ano novo.

Previsão do tempo

Chove desde a região Norte até o Sudeste do país nesta madrugada desta quarta-feira. As pancadas um pouco mais fortes e acompanhadas por raios acontecem no sul do Pará, Amazonas, norte e leste de Mato Grosso e em Minas Gerais. 

Sul

As instabilidades começam a se afastar da região e o tempo volta a ficar firme entre o Rio Grande do Sul, maior parte de Santa Catarina e também no sul e oeste do Paraná. A umidade relativa do ar fica baixa no estado gaúcho, principalmente na fronteira oeste. 

Nas outras áreas do Paraná e leste catarinense, o tempo continua instável e com pancadas de chuva ao longo do dia, com os maiores acumulados ocorrendo entre os litorais do Paraná e de Santa Catarina. 

As temperaturas voltam a subir na maior parte da região, exceto no leste paranaense, onde as máximas ficam mais amenas devido ao tempo mais fechado.

Sudeste

Nesta quarta-feira a chuva continua espalhada por toda a região Sudeste. Uma área de baixa pressão atmosférica no interior do estado de São Paulo e uma frente fria afastada no oceano, na altura do Rio de Janeiro, organizam um corredor de umidade e favorecem a formação de nuvens de chuva. 

Os maiores volumes ocorrem entre o estado fluminense, leste de Minas Gerais e o sul do Espírito Santo, mas não se descarta risco para temporais isoladas no estado paulista e norte mineiro. 

Além disso, há uma pequena possibilidade para queda de granizo no leste paulista e sul de Minas Gerais. Por conta da maior presença de nuvens, as máximas não ficam tão elevadas quanto no dia anterior

Centro-Oeste

Áreas de instabilidade seguem provocando pancadas de chuva ao longo do dia em quase todo o Centro-Oeste. Desta vez, as instabilidades perdem força e a previsão é de tempo firme e calor nos extremos sul e oeste de Mato Grosso do Sul. Nas outras áreas, prosseguem as condições para chuva forte e trovoadas.

Nordeste

Ainda chove entre a maior parte da Bahia, do Maranhão, Piauí e extremo sudoeste de Pernambuco. Os maiores acumulados ficam no litoral sul da Bahia e municípios próximos, onde há riscos para temporais localizados. Tempo firme somente entre o nordeste da Bahia e o norte do Maranhão.

Norte

Há previsão para pancadas de chuva ao longo do dia na maior parte das áreas, com maior intensidade no sul do estado de Tocantins. Somente no norte do Pará é que a chuva vem de maneira mais isolada e com menores acumulados, já em uma pequena porção do extremo nordeste do estado nem há previsão de chuva.

Fonte: Canal Rural

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