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Produtores trabalham na tosquia de ovelhas em fazendas do RS
04/12/2017 - 10h25 em Notícia

Lã retirada dos animais é destinada às indústrias que abastecem os mercados interno e externo.

A primavera marca o início das tosquias de ovelhas no RS. A lã vai para as indústrias que abastecem o mercado interno e externo.

Por ano, 300 animais nascem na propriedade do criador de ovelhas Geraldo Paixão, na Cabanha Nossa Senhora Aparecida, em Bagé, no pampa gaúcho. Na segunda geração da família, ele se prepara para tosquiar o rebanho.

A renda da propriedade se divide com a venda de reprodutores e da lã dos animais. O criador trabalha apenas com a raça merino, considerada a mais valorizada do mercado. Quanto mais fina a lã, melhor o preço.

No ano passado, o criador vendeu a lã por R$ 20 o quilo. Agora, Geraldo Paixão diz que não comercializa por menos de R$ 25 em razão da qualidade do produto.

O período de safra dos esquiladores vai de novembro a janeiro, trabalho que deve se intensificar nas próximas semanas. A tosquia feita à máquina é a mais utilizada na região. Mas, produtores menores preferem a tesoura porque é menos agressiva e protege os animais contra mudanças do tempo.

A produção da propriedade vai para a indústria. Uma delas recebe a lã de cinco mil produtores da região da campanha gaúcha e processando por mês uma média de 160 toneladas do produto. Apenas 20% da produção de 1,2 milhão de quilos de lã fica no país. A maior parte tem como destino países como Alemanha, Itália, Inglaterra e China.

O setor de vestuário é o principal mercado e exige lãs mais finas para as confecções.

O Rio Grande do Sul possui o maior rebanho de ovinos do Brasil e é responsável por mais de 90% da lã produzida no país.

Fonte: Canal Rural

 

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